O mistério da morte de “Dão do Karatê” e um caso de estupro em segredo de justiça desde 2017

A Polícia Civil de Sousa, Sertão da Paraíba, está tendo dificuldades para identificar, localizar e prender os autores do crime de morte contra o professor João Gonçalves Sarmento, mais conhecido como “Dão do Karatê”. Ele tinha 53 anos de idade e foi assassinado com três tiros disparados por dois desconhecidos na manhã do último dia 10, no Bairro da Estação. Clique AQUI e relembre o caso!

Após uma semana do crime, o delegado Carlos Seabra informou ao Blog do Levi que há poucas informações seguras sobre o caso. “Há muitas conversas, porém nada de concreto até o momento. Estamos trabalhando para desvendar o mais rápido possível”, resumiu.

A autoridade policial não descarta nenhuma possibilidade, no entanto, acredita que até o momento não existe relação do homicídio com uma acusação imputada a “Dão” por crime de estupro, em apuração pela justiça de Sousa, desde o ano de 2017.

Segredo que poucos sabiam

Poucas pessoas sabiam, mas o professor “Dão do Karatê” respondia a uma ação na 6ª Vara da comarca de Sousa por estupro de vulnerável. O fato, segundo a denúncia do Ministério Público, teria ocorrido em uma escola particular da cidade, no ano de 2012 contra uma menina de 9 anos de idade, mas somente cinco anos depois, o Poder Judiciário foi acionado pelos pais da vítima.

Consta nos autos que os supostos atos de toques nas partes íntimas, eram praticados em uma sala utilizada para aulas de karatê.

Ao tomar conhecimento do fato, a mãe da criança procurou a escola, que de imediato afastou o professor. Como consequência do trauma causado, a vítima passou a ter acompanhamento psicológico.

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Com o trâmite do processo, no mês de julho deste ano, o acusado foi denunciado no artigo 217-A, do Código Penal Brasileiro, conforme parecer do promotor de justiça Samuel Miranda Colares. Havia uma audiência designada para o próximo dia 26 de novembro.

O que disse a defesa?

Em resposta à acusação, a defesa de “Dão do Karatê” negou todas as acusações. O advogado Ozael Fernandes explicou em juízo, que a denúncia em nenhum momento, relata em qual período o fato teria supostamente ocorrido.

O defensor faz ponderações quanto ao local, que, por ser aberto, existia cerca de 15 a 20 pessoas presentes às aulas ocorridas sempre no período da tarde (das 13h às 16 horas), inclusive pais de outras crianças e funcionários da escola.

Com a morte do professor, o caso deverá ser arquivado, sem que haja um julgamento final acerca dos fatos denunciados.

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