Candidato a governador na Paraíba poderá gastar até R$ 5,6 milhões

O Tribunal Superior Eleitoral já confirmou o limite de gastos de campanha para os candidatos que disputarão as eleições deste ano, como dispõem o artigo sexto da Lei 13.488/2017 e a referida resolução do TSE. O cálculo toma como base o eleitorado de cada Estado.

Na Paraíba, 2.865.578 eleitores devem ir às urnas este ano para eleger presidente da República, governador, dois senadores, doze deputados federais e mais 36 deputados estaduais.

Os candidatos que estiverem na disputa pelo governo do Estado, após a confirmação em convenção partidária, poderão gastar até R$ 5,6 milhões. Já para o segundo turno, o limite de cada gasto cai para 50%, ou seja, cada candidato poderá gastar até R$ 2,8 milhões.

Na disputa eleitoral que foi travada em 2014, os dois principais candidatos à sucessão estadual na Paraíba gastaram quase R$ 30 milhões. Ricardo Coutinho, do PSB, que foi reeleito, gastou R$ 13 milhões. Por sua vez, o senador Cássio Cunha Lima, do PSDB, seu principal opositor na disputa, registrou gastos de R$ 15 milhões. O limite de despesas para disputa ao Senado será de R$ 3 milhões. Já o candidato a deputado federal poderá gastar até R$2,5 milhões e o candidato a deputado estadual R$ 1 milhão.

As convenções partidárias, de conformidade com a lei, se verificarão no período de 20 de julho a 05 de agosto. Uma matéria de Adriana Rodrigues no jornal “Correio da Paraíba” dá conta de que a Paraíba irá às urnas em outubro com 24,1 mil eleitores a menos que nas eleições municipais de 2016.

Dados apontam que 107 municípios paraibanos perderam eleitores e 116 ganharam,como resultado do processo biométrico de revisão, que atingiu 100% do eleitorado e fez uma espécie de depuração no cadastro de eleitores nos 223 municípios. Nos 107 municípios em que houve a baixa no eleitorado, a redução foi de 104.421 eleitores. Já nos 116 que ganharam, o aumento foi de 80.268 eleitores.

O secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral, José Cassimiro Júnior, diz que a redução do número de eleitores é considerada natural, como resultado do cadastramento biométrico realizado em todo o Estado e que foi responsável pelo cancelamento de 146 mil títulos em novembro do ano passado.

Os Guedes